‘Star quality’ de Glória Menezes moldou as novelas brasileiras
Entre Darlene Glória e Glória Menezes, Gilberto Braga escolheu a segunda como protagonista do seu primeiro trabalho na televisão, o caso especial “A Dama das Camélias”, exibido em dezembro de 1972.
Darlene era, então, uma das musas do cinema brasileiro. A sugestão de que vivesse o papel principal no caso especial foi do dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, que estava dando os seus primeiros passos na Globo. “E essa Glória Menezes que faz novela?”, sugeriu Braga.
O então crítico teatral adorava Darlene e mal conhecia Glória, mas intuiu, pelo interesse que sua mãe tinha nas novelas da atriz, que ela seria uma escolha mais adequada para o caso especial. Braga havia visto Glória uma única vez, em “Sangue e Areia”, novela de 1967, e contou que sua mãe ficou “chocadíssima” que ele não a conhecia.
Essa breve história revela não apenas o cuidado que Gilberto Braga sempre teve com a escalação dos elencos de suas novelas e minisséries, mas também, e especialmente, a percepção de que alguns atores tinham algo especial, que os americanos chamam de “star quality”. Na falta de um bom termo em português, seria algo como “presença de tela” ou “qualidade de estrela”.
Leia mais (08/18/2026 – 18h47)